quarta-feira, 10 de março de 2010


Utimamente, o entardecer de todos os dias estão PERFEITOS! Não consigo associar a nada que seja tão bonito, tão mágico e tão TÃO!

Vim hoje da escola lendo “Para sempre (Alyson Noel)” – um livro espetacular que a Jessie me emprestou. Estava completamente hipinotizada lendo ele, até que eu percebi uma luz alaranjada iluminando as páginas. Foi um momento de total encantamento. Virei e bati o olho no tempo e cara, fiquei maravilhada com o céu. Juro, nunca me senti assim. Já vi vários entardeceres lindos, mas o de hoje...Sem palavras.

Mas mesmo assim, com muita luta, consegui voltar ao livro.

“- Então, cadê o papai e a mamãe? – Naquele momento, achei que bastaria firmar o pensamento para que eles aparecessem ali também.

Mas Riley apenas sorriu e sacudiu os braços como se estivesse batendo asas.

Elas revirou os olhos e fez que não com a cabeça, plantando as mãos na cintura enquanto se dobrava de tanto rir.

- Tudo bem, deixe pra lá. – Esborrachei a cabeça no travesseiro, pensando que, apesar de morta, minha irmã estava brincando com fogo. – Então, como é do lado de lá? – perguntei, disposta a não brigar. – Quer dizer...Você está...vivendo no céu não está?”

O chato é que não consegui prestar atenção em nada que eu li três vezes. O corpo pedia, suplicava pra eu voltar a ver o tempo.

Não resisti, tive que fechar o livro e prestar atenção no que tanto estava me encantando.

Aquele jogo de luzes *--* céu em si em azul-bebê, as nuvens brincando com o contraste entre laranja, o lilás e o vermelho, como se nada que existisse, fosse tão maravilhoso.

Tudo que se passava por aquela simples janela de um Transcol lotado (que eu só fui perceber na hora de descer do ônibus), estava com mais cor. As plantas, o matagal, a grama; tudo que era verde, ficou mais verde...Com o mesmo tom de verde para cada folha. Tudo que era vermelho, laranjado e colorido, ficou com a cor mais intensa já vista no mundo. Então fiquei ali paralisada e hipnotizada por tudo aquilo, duvidando de algo que me chame mais atenção que isso a partir daquele momento.

O problema é que duvidei demais. Quando o ônibus veio chegando mais pra perto da minha casa, a paisagem foi se abrindo, o verde do matagal sumindo e aquele marzão lindo foi se mostrando diante meus olhos. Acredite se quiser, foi mais perfeito ainda do que o jogo de luzes na estrada.

Cara, MUITO PERFEITO! O céu continuava da mesma forma, mas só pra completar, a areia estava lisinha, sem pegada nem relevinho algum, a luz do céu estava TOTALMENTE refletida no mar calmiinho, que mais parecia com uma lagoa gigante, não tinha nenhuma onda se quer. Aquilo acabou comigo. Fui obrigada a literalmente pedir pra sair. Dei sinal uns 3 pontos antes da minha casa e desci hipnotizada mais uma vez por aquilo tudo.

Vim caminhando pela areia, babando naquele espetáculo, sem se quer notar, nem pensar em nada que tivesse ao meu redor.

A água estava tão morninha. Enfim, andei e andei, e tudo q é bom..sim, dura muito pouco!

Tive que voltar pro asfalto e vir pra casa com a calça jeans molhada até as coxas. Não disse nada pro papai, pois já sabia o que ia ouvir. Então entrei, totalmente zen ainda e só o que consegui dizer foi: - Oi pai.^^ –E ele: - olá, o entardecer ta lindo né? – Sim pai, está lindo.

Não sei se ele notou ou não a minha calça molhada, mas percebi o brilho que ele tinha no olhar olhando pro céu enquanto fumava. Era o mesmo que o meu. Não me dei tempo nem de subir e tomar um banho. Descrever isso, tinha q ser de imediato.


mg.

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